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Terça-feira, 28 de Julho 2026
Notícias/Saúde e Beleza

Ministério da Saúde sugere ampliar a vacinação contra o sarampo em cidades de São Paulo

A medida busca conter cadeias de transmissão do vírus em Guarulhos, São Bernardo e na capital durante a próxima Campanha de Multivacinação.

Ministério da Saúde sugere ampliar a vacinação contra o sarampo em cidades de São Paulo
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde recomendou a expansão da vacinação contra o sarampo para moradores de 6 meses a 59 anos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A orientação, divulgada nesta terça-feira (28), visa conter a transmissão associada à importação do vírus durante a próxima Campanha de Multivacinação, agendada de 3 de agosto a 1º de setembro.

No Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é ministrada aos 12 meses, enquanto a segunda dose, de preferência com a tetraviral, ocorre aos 15 meses. Contudo, pessoas não imunizadas de até 59 anos também precisam buscar um posto de saúde para regularizar a aplicação.

Devido ao aumento de casos e à identificação de transmissão importada, o governo federal reforçou o envio de insumos. Em 2026, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram enviadas aos estados e municípios, com cerca de 2,9 milhões de aplicações realizadas em todo o território nacional.

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“Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, informou o órgão público.

Balanço de casos e cenário epidemiológico

Até o momento, o país contabiliza 14 diagnósticos confirmados de sarampo em 2026. Embora três notificações do início do ano estejam encerradas e sem risco de contágio, há um surto ativo com 11 pessoas infectadas — duas em São Bernardo do Campo e nove na capital paulista.

As investigações epidemiológicas continuam para identificar a origem exata das infecções. O Ministério da Saúde ressaltou que a intensa mobilidade populacional e o tráfego internacional na região favorecem a entrada esporádica da enfermidade no estado.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou 13 infecções em 2026, atingindo bebês e adultos entre 20 e 50 anos. Diante do quadro, a SES-SP orienta, desde junho, a dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias nos três municípios afetados.

"Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário", apontou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

Para obter mais esclarecimentos sobre a eficácia dos imunizantes, eventos adversos e riscos da não imunização, a população pode consultar o portal oficial https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - repórter da Agência Brasil

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