A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação de cinco novas canetas de semaglutida para o tratamento de adultos diagnosticados com diabetes mellitus tipo 2 no Brasil. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29) e atendem pacientes que não possuem controle glicêmico adequado apenas com dieta ou outros medicamentos.
Os remédios injetáveis recém-registrados são os seguintes:
- Owozy: registro concedido para a empresa Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37).
- Seemasun: registro concedido para a empresa Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23).
- Zempneo: registro concedido para a empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10).
- Semavy: registro concedido para a empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26).
- Orsema: registro concedido para a empresa Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52).
Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras por auxiliarem no controle de peso, esses produtos servem como auxílio à dieta e aos exercícios físicos. A indicação é voltada a casos em que a metformina apresenta intolerância ou contraindicação médica.
Resoluções e princípio ativo sintético
As liberações ocorreram por meio das Resoluções 2.941/2026 e 2.942/2026 da Anvisa. As opções contam com semaglutida sintética fabricada em laboratório, uma molécula análoga ao hormônio natural GLP-1 que estimula a produção de insulina e atua no controle da saciedade.
A aprovação toma como base a comparação ao produto biológico Ozempic. Segundo a vigilância sanitária, este é o maior volume de aprovações de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 já feito no país, reflexo do avanço do desenvolvimento de versões sintéticas iniciado em 2022.
Atualmente, 68% de todos os pedidos de registro para tratamentos de diabetes e obesidade protocolados junto à Anvisa referem-se a medicamentos sintéticos.
Alerta contra golpes e venda ilícita
A Anvisa esclareceu que sua função limita-se a autorizar o registro para comercialização legal, garantindo a segurança, eficácia e qualidade dos remédios, sem qualquer relação com vendas diretas ao público. Anúncios na internet afirmando que a agência vende medicamentos são falsos e devem ser denunciados via plataforma Fala.BR.
Situação da Retatrutida
A agência também alertou sobre o produto experimental Retatrutida, da farmacêutica Eli Lilly, que ainda não possui autorização de uso em nenhum país. O produto segue em fase de testes clínicos e a empresa sequer solicitou registro à Anvisa ou a órgãos internacionais.
Vendas clandestinas da substância na internet ou a entrada via contrabando representam perigo direto à saúde pública devido aos riscos imprevisíveis. A Anvisa disponibilizou em seu portal orientações sobre medicamentos autorizados, importados, experimentais e falsificados.

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