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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Notícias/Educação

Saúde mental e o impacto das telas já são discutidos em 80% das escolas do país

Levantamento do Cetic.br aponta crescimento expressivo nos debates sobre o uso de tecnologias e novas diretrizes para celulares e inteligência artificial.

Saúde mental e o impacto das telas já são discutidos em 80% das escolas do país
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras em 2025.

A proporção de instituições de ensino fundamental e médio que discutiram o tema cresceu 18 pontos percentuais em comparação com 2024, avançando de 62% para 80%.

Os dados inéditos foram divulgados nesta terça-feira (4) pela pesquisa TIC Educação 2025.

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O levantamento é realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

A entidade faz parte do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Ao todo, foram realizadas 2.404 entrevistas telefônicas com gestores de escolas públicas e particulares, situadas em áreas urbanas e rurais de todo o país.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa demonstra que os reflexos da tecnologia no desenvolvimento infantil estão ganhando espaço prioritário nas instituições.

Em 2025, 75% dos gestores promoveram reuniões com responsáveis para tratar do uso de dispositivos eletrônicos, superando os 60% registrados no ano anterior.

Além disso, 86% conversaram diretamente com professores sobre o assunto, ante 68% em 2024.

Pautas como o uso crítico das tecnologias subiram de 56% para 75%, enquanto a inclusão da educação midiática foi de 46% para 67%.

Obstáculos na educação digital

A pesquisa aponta que 65% das escolas desenvolvem ações voltadas aos estudantes sobre o tema.

Contudo, a iniciativa é desigual, ocorrendo mais em escolas urbanas (72%) e naquelas com computadores disponíveis para os alunos (75%).

Entre as principais barreiras relatadas por 75% dos gestores está a baixa participação das famílias.

A falta de materiais pedagógicos de apoio também foi citada por 64% dos entrevistados.

“Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.

Ela reforça que a integração entre a comunidade escolar e os responsáveis é indispensável para o avanço da pauta.

Regras sobre o uso de celulares

O estudo revelou que 51% dos gestores proíbem que alunos levem telefones celulares pessoais para o ambiente escolar.

A restrição é maior em instituições voltadas aos anos iniciais (69%) do que no ensino médio (31%).

Nas escolas onde o aparelho é permitido, 24% exigem que fiquem guardados em mochilas e 16% em locais específicos da instituição.

Avanço da inteligência artificial

A TIC Educação mapeou pela primeira vez o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa.

Aproximadamente 53% dos gestores utilizam esses sistemas na gestão escolar.

Contudo, apenas 22% possuem diretrizes formais para orientar o uso desses recursos pedagógicos.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil

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