A recente alta nos casos de sarampo em São Paulo, com 15 confirmações registradas este ano, mobilizou as autoridades de saúde municipais e estaduais para antecipar uma busca ativa por não imunizados e doses de reforço no público infantil. A medida visa conter o avanço do vírus e restabelecer a proteção coletiva por meio do reforço na cobertura vacinal em toda a região.
Ampliação da campanha de multivacinação
A partir da próxima segunda-feira, a campanha de multivacinação se estenderá aos 645 municípios paulistas. Em cidades como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a imunização foi recomendada pelo Ministério da Saúde para pessoas de 6 a 59 anos, garantindo o acesso do grupo às doses do imunizante.
Além de prevenir contra o sarampo, a caxumba e a rubéola por meio da vacina tríplice viral, os postos estarão abastecidos para atualizar a caderneta com outras vacinas do calendário de rotina. Entre as opções disponíveis estão os imunizantes contra poliomielite, Covid-19, febre amarela, HPV, hepatites A e B, rotavírus e meningocócica.
Abaixo das metas de cobertura
A Secretaria Estadual de Saúde relata preocupação com os índices atuais. Dados preliminares indicam que a cobertura da primeira dose da tríplice viral em São Paulo está em 77,5%, enquanto a segunda aplicação atinge apenas 65,5%. Ambos os números figuram bastante abaixo da meta de 95% estabelecida pela OMS.
Segundo ressaltou Tatiana Lang, representante da secretaria estadual, a ampliação do público-alvo nos municípios mais afetados busca criar um cinturão de imunidade rápida. O objetivo prioritário da iniciativa é estancar a cadeia de transmissão do vírus antes que novos surtos ganhem proporções maiores no estado.

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