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Domingo, 19 de Abril 2026

Notícias/Saúde e Bem-Estar

Síndrome respiratória aguda grave em bebês com menos de 2 anos registra aumento em quatro regiões do Brasil

Vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como um dos principais causadores de internações por SRAG em crianças pequenas e de bronquiolite.

Síndrome respiratória aguda grave em bebês com menos de 2 anos registra aumento em quatro regiões do Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentou crescimento em crianças com idade inferior a 2 anos em quatro das cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Conforme o Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), o aumento nas hospitalizações devido ao vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal motivo por trás dessa elevação de casos na faixa etária pediátrica.

A análise abrange a Semana Epidemiológica 14 (SE 14), que ocorreu entre 5 e 11 de abril. O boletim também indicou que as ocorrências graves de covid-19 seguem em declínio no país.

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Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), explicou que o VSR é um dos principais responsáveis por internações por SRAG em crianças pequenas, além de ser uma das causas mais comuns de bronquiolite.

Por essa razão, ela ressaltou a importância da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação contra o vírus, a fim de conferir proteção aos seus bebês nos primeiros meses de vida.

Diante do aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados, a pesquisadora alertou: “É também fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, os casos de SRAG mostram estabilidade tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo. Quanto aos estados, o novo Boletim informa que 14 regiões continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com um sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 14.

Esses estados são: Acre, Pará e Tocantins (Região Norte); Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia (Região Nordeste); Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (Região Centro-Oeste); e Minas Gerais e Rio de Janeiro (Região Sudeste).

O cenário de crescimento relacionado ao vírus sincicial respiratório (VSR) foi observado em toda a Região Centro-Oeste e Sudeste, além de Acre, Pará, Tocantins e Roraima (Norte), e Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (Nordeste).

O boletim também aponta que as ocorrências associadas à influenza A continuam em ascensão em grande parte da região centro-sul (Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e em alguns estados do Nordeste (Paraíba, Alagoas e Sergipe) e do Norte (Amapá, Acre e Rondônia).

Em contrapartida, os casos de SRAG ligados à influenza A permanecem em queda nos estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco (Nordeste), além do Pará e do Rio de Janeiro.

Na maior parte do país, a análise revela que os casos de SRAG associados ao rinovírus demonstram uma interrupção na progressão ou uma queda na maioria das regiões, apesar de continuarem em ascensão no Pará e em Mato Grosso.

Em relação às capitais, 14 apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 14.

São elas: Rio Branco, Belém, Palmas, Cuiabá, Campo Grande, São Luís, Teresina, João Pessoa, Recife, Aracaju, Maceió, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro.

Incidência e mortalidade

Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.

A incidência de SRAG é mais elevada em crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Por outro lado, a mortalidade é mais expressiva entre os idosos, com destaque para a influenza A e a covid-19.

No que diz respeito aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem afetado mais crianças de até 4 anos e idosos, enquanto a mortalidade continua a ter um impacto maior na população com 65 anos ou mais.

Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 37.244 casos, dos quais 15.816 (42,5%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 14.723 (39,5%) foram negativos e pelo menos 3.990 (10,7%) estão aguardando resultado.

Entre os casos positivos registrados no ano corrente, os pesquisadores do Boletim InfoGripe identificaram que 41,1% foram de rinovírus; 25,5% de influenza A; 17,4% de VSR; 10,2% de Sars-CoV-2 (covid-19); e 1,7% de influenza B.

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, a proporção entre os casos positivos foi de 33% para rinovírus; 32,2% para influenza A; 26,3% para VSR; 5,5% para Sars-CoV-2 (covid-19); e 2,4% para influenza B.

Entre os óbitos ocorridos no mesmo período, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos foi de 40,8% para influenza A; 26,9% para rinovírus; 23,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19); 5,3% para VSR; e 4,1% para influenza B.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
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