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Sexta-feira, 05 de Junho 2026

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Câmara analisa projeto de lei que impede assassinos de herdarem bens de outros familiares

Iniciativa legislativa busca fechar brechas no Código Civil para casos de indignidade.

Câmara analisa projeto de lei que impede assassinos de herdarem bens de outros familiares
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Um novo Projeto de Lei, o PL 23/26, busca modificar o Código Civil com o objetivo de vedar que indivíduos condenados por homicídio acessem, de forma indireta, a herança de outros membros da mesma família. A iniciativa, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, tem como propósito evitar que, por exemplo, alguém que assassinou os próprios pais consiga herdar bens de irmãos, tios ou sobrinhos.

A redação do projeto faz menção ao emblemático caso de Suzane von Richthofen, sentenciada a 39 anos de reclusão por planejar o assassinato dos seus pais em 2002. Atualmente em regime aberto, a situação dela ganhou destaque novamente devido à possibilidade legal de herdar parte dos bens de um tio já falecido.

A medida legislativa pretende expandir o alcance do "instituto da indignidade", aplicando-o também a parentes colaterais até o quarto grau. Conforme a legislação vigente, a privação do direito à herança por um crime doloso é aplicada apenas quando a infração é cometida contra o próprio titular dos bens, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos.

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Proteção ampliada à família

A deputada Dayany Bittencourt (União-CE), proponente do texto, defende que a iniciativa visa sanar lacunas na legislação que poderiam, indiretamente, favorecer criminosos. Ela declarou: “Permitir que um homicida herde de outro membro da família que ele próprio ajudou a dilacerar configura uma forma indireta de benefício, que desvirtua a essência do direito.”

Tramitação da proposta

Com tramitação em caráter conclusivo, o projeto passará pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, posteriormente, será submetido à apreciação do Plenário da Câmara.

Entenda melhor como funcionam os trâmites de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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