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Sexta-feira, 19 de Junho 2026

Notícias/Economia

O Brasil registrou menor impacto da alta do petróleo em comparação a outros países, aponta Ineep

No período de 23 de fevereiro a 8 de junho, a média global de aumento para a gasolina foi de 17,5% e para o diesel, de 23,3%, enquanto no Brasil os acréscimos foram de 4,9% e 13,6%, respectivamente.

O Brasil registrou menor impacto da alta do petróleo em comparação a outros países, aponta Ineep
© José Cruz/Agência Brasil
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O Brasil experimentou um aumento menos acentuado nos preços da gasolina e do diesel em comparação com a média global, especialmente após o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Essa análise comparativa foi desenvolvida pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), uma entidade ligada à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Durante o período analisado, de 23 de fevereiro a 8 de junho, a elevação média mundial nos valores da gasolina atingiu 17,5%, e a do diesel, 23,3%. No mesmo intervalo, o território brasileiro registrou altas de 4,9% e 13,6% para esses combustíveis, respectivamente.

A pressão para o reajuste dos preços dos combustíveis no Brasil mostrou-se consideravelmente menor do que a observada em nações como os Estados Unidos e a Argentina, por exemplo.

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Nos Estados Unidos, a maior economia global e principal consumidor de derivados de petróleo, o preço da gasolina disparou 36,1%, e o diesel, 36,8%. Já na Argentina, o principal parceiro econômico do Brasil na América do Sul, os aumentos foram de 21,1% e 23,7%, para gasolina e diesel, respectivamente.

Segundo o Ineep, a estabilização dos custos dos combustíveis no Brasil foi impulsionada pela política de preços e pelos subsídios implementados pelo governo federal.

"As ações emergenciais tomadas para mitigar os impactos do choque do petróleo sobre os valores dos combustíveis foram de grande relevância", destaca uma nota à imprensa divulgada nesta quinta-feira (18), presente na mais recente edição do Boletim de Preços dos Combustíveis do instituto.

Vulnerabilidades do setor

Contudo, o Ineep ressalta que essas providências são "insuficientes para lidar com as vulnerabilidades estruturais inerentes ao setor".

Para o centro de pesquisa, "a diminuição da exposição do mercado nacional à instabilidade internacional requer uma estratégia de longo prazo, fundamentada no fortalecimento da Petrobras, na ampliação da capacidade de refino e na recuperação de sua atuação nos segmentos cruciais da cadeia de suprimentos, com foco especial na distribuição".

O período de análise do Ineep sobre a variação dos preços dos combustíveis engloba o início das ações aéreas contra o Irã, o falecimento de Ali Khamenei, líder religioso supremo da nação, e os meses de interrupção da rota marítima no Estreito de Ormuz. Inclui ainda o começo das conversações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos visando o encerramento do conflito.

No mesmo intervalo, o instituto também constatou que o álcool (etanol hidratado) "registrou uma queda significativa de 7,3%, resultado do início da safra 2026/2027 e do consequente aumento da oferta, com uma intensidade superior à verificada em anos anteriores".

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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