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Sexta-feira, 19 de Junho 2026

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Prévia da FGV aponta crescimento de 0,1% na economia brasileira em abril

Na comparação anual, houve um avanço de 1,8%, enquanto o PIB acumulado em 12 meses registrou alta de 2%.

Prévia da FGV aponta crescimento de 0,1% na economia brasileira em abril
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A economia do Brasil apresentou uma ligeira expansão de 0,1% entre março e abril, apesar de um cenário desafiador marcado por juros altos e pela volatilidade nos preços do petróleo. Em relação a abril de 2025, o indicador econômico registrou um aumento de 1,8%.

Esses dados são parte do Monitor do PIB, uma análise mensal realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira (18).

Considerando o trimestre móvel encerrado em abril (fevereiro, março e abril), a economia brasileira avançou 1,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão alcançou 2%.

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O estudo abrange dados dos setores industrial, comercial, de serviços e agropecuário, oferecendo projeções sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Segundo Juliana Trece, economista e coordenadora da pesquisa, o crescimento de 0,1% sinaliza uma economia com estabilidade, mesmo diante de adversidades internas e externas.

“A maioria dos segmentos econômicos demonstrou desempenho positivo, evidenciando uma certa resiliência frente ao ambiente de taxas de juros elevadas e ao aumento do preço do barril de petróleo, este último em parte reflexo do conflito no Oriente Médio”, comentou.

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Juros elevados e conflito internacional impactam a economia

Durante quase todo o mês de abril, a Taxa Selic, principal taxa de juros do país, permaneceu em 14,75%. Esse patamar elevado é uma ferramenta do Banco Central (BC) para controlar a inflação, pois desestimula o consumo e, consequentemente, modera a alta de preços.

No final do mês, o BC realizou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa, movimento que foi repetido na quarta-feira (17), resultando em uma Selic de 14,25%.

A cautela do Banco Central na redução dos juros está ligada ao cenário internacional mencionado pela economista do Ibre. A guerra no Irã provocou um aumento global no preço do petróleo, o que impactou o custo de combustíveis como diesel e gasolina no Brasil.

O governo brasileiro implementou medidas para mitigar o impacto do aumento de preços, incluindo cortes de impostos e subsídios para produtores e importadores de combustíveis.

Desempenho dos setores do PIB

O Monitor do PIB indicou que, no trimestre móvel finalizado em abril, o consumo das famílias apresentou um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Este foi o maior índice de alta desde fevereiro de 2025.

As exportações registraram um avanço de 9,3%, impulsionadas em aproximadamente 60% pelo forte desempenho das exportações de produtos da indústria extrativa, que cresceram 27,8% no trimestre móvel encerrado em abril.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, como a aquisição de máquinas e equipamentos, expandiu 0,7% no trimestre móvel. Essa foi a primeira alta após quatro trimestres consecutivos de queda.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em abril atingiu 18%.

De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado no ano até abril foi estimado em R$ 4,376 trilhões.

Resultados oficiais e projeções

O Monitor do PIB é um dos indicadores que servem como termômetro para a economia brasileira. Outro levantamento relevante é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (17), que apontou uma expansão de 0,5% na passagem de março para abril e de 1,6% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, a economia do país cresceu 1,1%.

A próxima divulgação oficial dos dados do PIB, referente ao segundo trimestre de 2026, está prevista para 1º de setembro.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil
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