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Quinta-feira, 30 de Julho 2026
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Relatório associa operações policiais ao aumento da violência armada no Brasil

Estudo do Instituto Fogo Cruzado mapeou quatro regiões metropolitanas no primeiro semestre de 2026, apontando recorde de tiroteios com participação de agentes.

Relatório associa operações policiais ao aumento da violência armada no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Um estudo do Instituto Fogo Cruzado divulgado nesta quarta-feira (29) revelou que as operações policiais se consolidaram como um dos principais fatores para o avanço da violência armada no Brasil durante o primeiro semestre de 2026, com dados coletados em 57 municípios de quatro capitais e suas regiões metropolitanas.

No total, a instituição mapeou 2.511 confrontos que deixaram 2.403 pessoas atingidas por disparos. Deste montante de vítimas, 1.628 morreram e 775 sofreram ferimentos. As intervenções do Estado representaram 39% de todas as ocorrências, somando 989 confrontos que culminaram em 584 mortes e 317 feridos.

O levantamento demonstra um crescimento na presença das forças de segurança nos conflitos. No primeiro semestre de 2025, os agentes estiveram presentes em 33% das ocorrências. Apesar de um recuo no total geral de tiroteios entre os dois anos, o engajamento policial em episódios de tiros registrou expansão no período.

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A gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho, critica a continuidade dessa política de segurança. Segundo a especialista, o modelo tradicional repetido há décadas é ineficaz para desarticular grupos criminosos, gerando transtornos no cotidiano dos moradores e mantendo serviços básicos, como escolas e unidades de saúde, sob constante ameaça.

Paralelamente, os episódios violentos decorrentes de disputas territoriais entre facções criminosas e milícias registraram alta de 12%. O número total de pessoas atingidas por disparos nesses confrontos diretos subiu de 181 vítimas na primeira metade de 2025 para 203 no mesmo período de 2026.

Grande Rio

A região metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou 976 confrontos armados no semestre. Embora a taxa global exiba tendência de redução, a presença da polícia alcançou o patamar mais elevado desde 2017 para o período, correspondendo a 47% de todas as ocorrências de tiroteio registradas na área do Grande Rio.

Grande Recife

Com 645 tiroteios registrados, o Grande Recife teve o menor índice de confrontos para o período desde 2019. Contudo, as ações com participação policial bateram recorde histórico da série, somando 60 episódios. Além disso, assaltos com vítimas atingiram 53 pessoas, marca mais alta dos últimos quatro anos.

Salvador e região metropolitana

Salvador e os municípios vizinhos registraram o menor número de tiroteios da série recente para o primeiro semestre, com 656 casos. Por outro lado, 53% das 637 vítimas de disparos foram baleadas em contextos de intervenções policiais, afetando inclusive 24 agentes de segurança feridos enquanto trabalhavam.

Belém

Em Belém e cidades do entorno, o mapeamento contabilizou 234 tiroteios no primeiro semestre de 2026, representando uma diminuição de 20% frente aos 293 episódios vistos em 2025. Apesar da queda no volume total, a atuação de forças policiais continuou ostensiva, marcando presença em 45% das ocorrências registradas.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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