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Domingo, 10 de Maio 2026

Notícias/Economia

Caderneta de poupança registra saída líquida de R$ 476,4 milhões em abril

O balanço negativo foi confirmado por dados do Banco Central, enquanto o IBGE se prepara para revelar a inflação de abril.

Caderneta de poupança registra saída líquida de R$ 476,4 milhões em abril
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A caderneta de poupança apresentou uma redução em seu saldo em abril deste ano, com os saques superando os depósitos. As retiradas líquidas totalizaram R$ 476,4 milhões, conforme detalhado em relatório divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Banco Central (BC).

No decorrer do mês passado, foram efetuados depósitos que somaram R$ 362,2 bilhões, enquanto os resgates alcançaram a cifra de R$ 362,7 bilhões. Adicionalmente, os rendimentos creditados nas contas de poupança totalizaram R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo geral da aplicação em pouco mais de R$ 1 trilhão.

Nos últimos anos, a poupança tem vivenciado um cenário de mais retiradas do que entradas. Em 2023, o volume de saques líquidos atingiu R$ 87,8 bilhões, e em 2024, até o momento, esse montante já é de R$ 15,5 bilhões. O ano anterior encerrou com um saldo negativo acumulado de R$ 85,6 bilhões para a caderneta.

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Nos primeiros quatro meses de 2024, a aplicação já acumula R$ 41,7 bilhões em resgates líquidos. Um dos principais motivos para essa tendência é a manutenção da taxa Selic – a taxa básica de juros – em patamares elevados, o que torna outros investimentos mais atrativos e rentáveis.

Em sua reunião mais recente, realizada neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu por um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que agora se encontra em 14,5% ao ano. Apesar das preocupações com a guerra no Oriente Médio e das projeções de inflação em ascensão, a autoridade monetária optou por prosseguir com o ciclo de redução da taxa básica, embora sem fornecer indicações claras sobre o futuro da política de juros.

A Selic é a ferramenta primordial utilizada pelo Banco Central para assegurar que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação no país, seja atingida. Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é controlar uma demanda aquecida, o que impacta os preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança.

Em março, a inflação oficial do mês fechou em 0,88%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos setores de transportes e alimentação, representando uma elevação em relação aos 0,7% registrados em fevereiro. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses alcançou 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A divulgação da inflação referente ao mês de abril pelo IBGE está programada para a próxima terça-feira (12).

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
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