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Sábado, 25 de Julho 2026
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São Paulo registra 13 casos de sarampo e intensifica apelo pela vacinação

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo destaca a relevância da imunização para todas as faixas etárias, crucial para a prevenção e interrupção da propagação do vírus.

São Paulo registra 13 casos de sarampo e intensifica apelo pela vacinação
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O estado de São Paulo contabilizou 13 ocorrências de sarampo no ano de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). As infecções foram identificadas tanto em lactentes com até um ano de idade quanto em indivíduos adultos, na faixa etária de 20 a 50 anos.

A partir de junho, a SES-SP passou a indicar a administração da dose zero da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) para crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que moram nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Essa dose inicial, conhecida como 'dose zero', é administrada com seis meses de antecedência em relação à primeira dose regular. Tal iniciativa é uma resposta ao panorama epidemiológico vigente, visando conferir proteção aos recém-nascidos durante seu primeiro ano de vida, considerando que a primeira etapa da vacinação habitual ocorre aos 12 meses.

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A Secretaria enfatiza, contudo, que a dose zero não substitui as etapas de imunização já estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação.

A SES-SP esclareceu que 'após a aplicação da dose zero, a criança deve prosseguir com o esquema vacinal de rotina, recebendo a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, idealmente com a vacina tetraviral [sarampo, rubéola, caxumba e catapora], aos 15 meses de idade'.

É igualmente crucial que crianças, adolescentes e adultos que não estejam com o esquema vacinal completo procurem a unidade de saúde mais próxima para avaliar e regularizar sua situação de imunização.

Prevenção eficaz

A SES-SP tem reiterado à população que o sarampo pode afetar indivíduos de diversas idades, sublinhando a importância de manter a vacinação atualizada. A imunização representa o método mais eficaz de prevenção e é fundamental para deter a propagação do vírus.

Diante do incremento de ocorrências, a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatizou que 'a vacinação permanece como a estratégia mais segura e eficiente para evitar o sarampo'.

Ela complementou, afirmando ser 'imperativo que pais e responsáveis consultem a caderneta de vacinação dos menores, e que jovens e adultos busquem um posto de saúde para atualizar seu calendário de imunização sempre que houver necessidade'.

Para esclarecer dúvidas sobre a imunização, o público pode consultar o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/. O site oferece respostas às questões mais frequentes a respeito de vacinas, sua eficácia, possíveis reações adversas, enfermidades preveníveis por imunização e os perigos da ausência de vacinação.

Altamente transmissível

Uma das características que potencializa a disseminação do sarampo reside na capacidade de suas partículas virais infecciosas permanecerem em suspensão no ar, na forma de aerossol. Isso significa que o vírus persiste no ambiente após a saída de um indivíduo infectado, possibilitando a contaminação de outras pessoas.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIn), Renato Kfoury, salientou que 'o sarampo atinge indiscriminadamente aqueles que não foram imunizados e, em contextos de baixa adesão vacinal, é a primeira enfermidade a ressurgir'.

Kfoury detalhou que o Brasil havia erradicado o sarampo em 2016 e, mais uma vez, em 2024. Contudo, ele alertou que isso não impede a ocorrência de casos isolados importados ou de infecções secundárias a partir deles, especialmente em virtude dos surtos presentes em países das Américas, como Estados Unidos, Canadá, México e Guatemala.

Ele afirmou que 'existe o perigo de reintrodução do vírus, mas a nossa prioridade é fortalecer dois pilares essenciais: a imunização e a vigilância constante. É imprescindível manter elevadas taxas de cobertura vacinal, idealmente superando 95% com ambas as doses'.

Kfoury ainda complementou que uma vigilância eficaz assegura que os casos suspeitos sejam prontamente detectados, investigados e controlados através da vacinação de bloqueio, prevenindo que ocorrências isoladas evoluam para uma circulação contínua da doença.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - repórter da Agência Brasil

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