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Quinta-feira, 11 de Junho 2026

Notícias/Economia

Durigan reafirma soberania nacional e defende Pix em meio a tensões

Durante reunião do Conselhão, ministro manifesta apoio ao fim da escala 6x1 e à fiscalização rigorosa de casas de apostas.

Durigan reafirma soberania nacional e defende Pix em meio a tensões
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Dario Durigan, ministro da Fazenda, reiterou nesta quarta-feira (10) seu compromisso com a proteção da soberania do Brasil.

Ele enfatizou que "o Brasil não se curva a ninguém" e que o país "defende sua política econômica em escala global".

Essa declaração surge em um cenário de recentes anúncios dos Estados Unidos, que impuseram novas barreiras comerciais e elevaram tarifas sobre insumos e produtos manufaturados, impactando diretamente as exportações do Brasil.

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Durigan também destacou o Pix, reconhecido mundialmente como um modelo de bancarização e inovação tecnológica, como um ativo estratégico que permanecerá sob a gestão rigorosa do Estado brasileiro, imune a intervenções externas.

O ministro afirmou que sua prioridade é "proteger a soberania ao lado do presidente Lula, especialmente no que se refere ao nosso Pix".

Tais afirmações foram proferidas na abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), sediada no Palácio do Itamaraty. O tema central dos debates do "Conselhão" deste ano é "Da soberania nacional ao protagonismo global".

Respeito

Ao apresentar os resultados de suas agendas recentes em fóruns como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, G20 e G7, o ministro da Fazenda ressaltou que a comunidade global reconhece a proeminência do Brasil em discussões econômicas, ambientais e de transição energética, demandando tratamento equitativo e respeitoso para o país.

"O Brasil é uma liderança mundial e não abrimos mão de ser tratados com respeito, ao mesmo tempo em que tratamos com respeito todos os países, comunidades e culturas ao redor do globo", declarou.

Agenda social

Durigan abordou também questões de relevância social e segurança pública. Em relação à escala de trabalho 6x1, ele sublinhou que a manutenção desse regime contribui para a desigualdade e impõe uma carga excessiva sobre trabalhadores de baixa renda, indivíduos negros e mulheres com dupla jornada. Em contraste, os setores que adotam escalas mais flexíveis (5x2) geralmente oferecem salários superiores e mais chances de qualificação.

"Aqueles que já atuam na escala 5x2 tendem a ter maiores rendimentos, mais tempo e, frequentemente, oportunidades familiares para aprofundar seus estudos. Por outro lado, os que se encontram na escala 6x1 são os trabalhadores com as remunerações mais baixas, incluindo trabalhadores negros e mulheres que, além de suas atividades laborais, ainda acumulam tarefas domésticas e outras obrigações, resultando em uma sobrecarga", detalhou.

No final de maio, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a escala 6x1. O cronograma para a tramitação dessa PEC no Senado será estabelecido ainda nesta semana. A medida prevê a garantia de dois dias de descanso semanais e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas por semana, sem qualquer prejuízo salarial.

Cerco às bets

O ministro traçou um paralelo entre a abordagem das casas de apostas online em administrações passadas e a política atual do governo Lula. Ele afirmou que, anteriormente, essas empresas "gozavam da mesma imunidade que as igrejas". Durigan complementou: "Atualmente, as plataformas de apostas contribuem com mais impostos do que a média dos setores empresariais, fornecem seus dados e estão sujeitas a fiscalização rigorosa".

Durigan salientou que essa iniciativa já levou ao fechamento de mais de 30 mil empresas irregulares e à proibição do uso de cartões de crédito para transações de apostas, com o objetivo de salvaguardar o orçamento das famílias.

Asfixia ao crime organizado

O ministro divulgou uma parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o governo dos Estados Unidos, visando combater o fluxo financeiro de organizações criminosas.

Essa estratégia, executada pela Receita Federal, pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Polícia Federal, tem como meta o congelamento dos bens do crime organizado. "Acredito que o combate ao fluxo financeiro do crime organizado é fundamental para sufocar esse mal que continua a causar sérios danos à nossa sociedade", finalizou Durigan.

Crescimento industrial

Em sua fala aos conselheiros, Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, apresentou um panorama da reindustrialização brasileira.

O ministro destacou indicadores que impulsionam a economia nacional, como o crescimento do salário médio e a menor taxa de informalidade já registrada. Ele especificou a redução do desemprego para 5,6%, a menor média histórica; o recorde de 103 milhões de trabalhadores formais; e o rendimento médio mais elevado, variando entre R$ 3.370 e R$ 3.732.

"Esses avanços sociais são uma consequência direta da retomada do crescimento industrial. Em 2024, com o lançamento da Nova Indústria Brasil, o setor cresceu 3,1%. No primeiro quadrimestre, já registrou um aumento de 1,7%. Graças a isso, foram criados mais de 7,6 milhões de empregos formais na indústria", pontuou Elias Rosa.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil 
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