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Sábado, 25 de Julho 2026
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Fiocruz: casos de vírus sincicial respiratório em bebês estão em declínio

Cinco estados ainda registram níveis de alerta para a síndrome respiratória aguda grave em crianças

Fiocruz: casos de vírus sincicial respiratório em bebês estão em declínio
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A ocorrência do vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta predominantemente bebês com até 2 anos de idade, encontra-se em trajetória de queda na maior parte do território nacional. A constatação é do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O VSR é reconhecido como uma das causas primordiais da bronquiolite em crianças pequenas.

Análises laboratoriais por faixa etária demonstram que a redução nos episódios de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até 4 anos é impulsionada, em grande medida, pela diminuição das internações devido ao VSR em diversas regiões do país. Contudo, a incidência do vírus permanece elevada em determinados estados.

Cinco das 27 unidades federativas brasileiras apresentam incidência de SRAG em patamares de alerta, risco ou alto risco, com indícios de aumento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Em populações jovens, adultas e idosas, a desaceleração é atribuída principalmente à redução nas hospitalizações por influenza A. Já em crianças na faixa de 5 a 14 anos, a diminuição é decorrente, sobretudo, da menor ocorrência de casos graves por rinovírus.

Segundo o InfoGripe, é fundamental a adoção contínua de práticas de higiene respiratória, como a higienização das mãos, a cobertura da boca e do nariz ao tossir ou espirrar, e o isolamento em caso de sintomas gripais. Na impossibilidade de isolamento, recomenda-se o uso de máscara ao sair de casa. A manutenção da vacinação em dia é igualmente crucial.

Incidência e mortalidade

A pesquisa da Fiocruz aponta que a incidência e a mortalidade semanal média, considerando as últimas oito semanas epidemiológicas, refletem o padrão usual de maior impacto nos extremos etários. Enquanto a SRAG afeta mais severamente as crianças com até 2 anos, a mortalidade é mais expressiva entre os indivíduos com 65 anos ou mais.

A SRAG em crianças pequenas está majoritariamente relacionada ao VSR. Em contraste, a maior taxa de mortalidade entre os idosos tem como causa principal o vírus influenza A, para o qual existe vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados epidemiológicos

No ano de 2026, foram notificados um total de 115.203 casos de SRAG. Desses, 60.200 (52,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) foram negativos e, ao menos, 8.218 (7,1%) aguardam confirmação laboratorial.

Entre os casos positivos confirmados neste ano, verificou-se que 20,8% foram causados por influenza A, 4,5% por influenza B, 40,2% pelo vírus sincicial respiratório, 30,2% por rinovírus e 4,5% pelo Sars-CoV-2 (Covid-19).

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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